quinta-feira, 13 de maio de 2010

Motivação Não é Pressão!

Motivação é tudo aquilo que você não tem e satisfação é o que você já conseguiu. Sutil diferença que muda tudo.
Peter Drucker, o grande guru da Administração disse que administrar é fazer as coisas da maneira certa e liderar é fazer as coisas certas. Você não poderá motivar os outros se não estiver fazendo a coisa certa.


Não adianta correr de um lado para o outro pensando que há tarefas demais a executar... A verdade é que só há uma coisa a fazer a cada momento. Esta deve ser a concentração de suas atitudes e ações.

Um empresário de sucesso me disse que mesmo em momentos em que esteve mais ocupado, só conseguiu fazer uma coisa por vez, apesar de estressado pressionar os outros a pensar em dez coisas ao mesmo tempo.

Ninguém tem o direito de ensinar aquilo que não faz. Você pode até não pegar na “massa”, mas tem que entender da “massa”.

Quando se realiza mais de uma tarefa ao mesmo tempo, acaba-se gerando adrenalina e ansiedade. O líder que age assim acaba afastando as pessoas. Não vejo felicidade nisso!

A maior fonte de estresse no local de trabalho é o processo de tentar lidar ao mesmo tempo muitas ideias, possibilidades, preocupações e não fechar com nenhuma. Nem mesmo Einstein foi assim.

Motivação não é pressão... Mas também não é satisfação. O sucesso está no equilíbrio de seus pensamentos na ação, nas atitudes e na vontade de ser feliz!

Pense nisso, um forte abraço e esteja com Deus!

Gilclér Regina - Palestrante

quinta-feira, 6 de maio de 2010

A Poupança deixou de ser simples

Há até poucos dias, todos acreditavam que entendiam a popular Caderneta de Poupança. Eram regras simples, iguais para todos os bancos. Sobre os ganhos, não incidia imposto. O rendimento era recebido uma vez ao mês, na data de aniversário da aplicação. A rentabilidade era previsível, de 0,5% ao mês mais a variação da TR. Dúvida mesmo era em relação ao cálculo da TR. Se questionados, menos de um por cento dos aplicadores da Poupança saberiam explicar como é calculado desse indicador, já que sua fórmula é compreensível apenas pelos mais graduados. Mas, para quê se preocupar… Afinal, a TR há tempos não impacta nem um quinto do resultado da Poupança.


De repente, veio o ajuste. A gripe da poupança parecia ser uma pandemia, mas dois ministros passaram uma tarde explicando que o contágio atingiria a poucos, muito poucos.


As regras continuaram as mesmas para todos os bancos, mas menos simples. Ganhos, só se esperar completar a data de aniversário. Se resgatar um dia antes, perde todo o ganho do mês. O cálculo da rentabilidade continua ainda compreensível para poucos, mas nada muda. O que muda mesmo é a inédita tributação sobre os ganhos.


Para entendê-la, é preciso andar com o caderninho debaixo do braço. A alíquota de imposto não é baixa, de vinte por cento. Mas ela só acontece para quem tiver mais de 50 mil reais aplicados, incidindo apenas sobre parte do lucro gerado pela parcela que excede esse valor. Vai ter muita gente dividindo sua poupança com o cônjuge para se manter isento. Detalhe importante, só haverá imposto, se a Selic se mantiver abaixo dos atuais 10,25% ao ano. Quanto mais baixa a taxa, maior a tributação. E, para saber se deverá recolher o imposto (sim, você), terá que passar a apurar ganhos a cada mês, comprometendo-se a recolhê-lo, se devido, no mês seguinte ao do ganho. Como dá trabalho esse investimento popular!


Detalhe importante: essas regras só valem enquanto a Selic se mantiver acima de 7% ao ano, o que significa que as novas regras não passam de um remendo, jogando o abacaxi de criar regras definitivas mais para frente.


Complicou? Não esquenta, dá tempo de estudar, pois a regra só começa a valer no ano que vem. Na prática, é muito barulho e muita complicação conceitual que, por enquanto, atingirá menos de 5% dos poupadores da caderneta, mas que expõe a aplicação popular a novas intervenções. Quanto mais variáveis, mais possibilidades de ajustes futuros nas regras. Tamanho rebuliço no mais simples dos produtos de investimento, estampa a marca registrada das políticas públicas no Brasil, em que mais exceções do que regras expõem contribuintes ao risco de caírem na ilegalidade.


E você, continuará no produto mais simples, ou já está pensando em investir em algo mais complicado para ter menos trabalho?

Autor: Gustavo Cerbasi

terça-feira, 4 de maio de 2010

A essência de investir

Muitas pessoas afirmam que investem seus recursos, porém não o fazem. Elas têm a ilusão de que investem porque alocam parte de suas riquezas em algo que entendem como não sendo consumo imediato. Mas nem todo dinheiro que é direcionado para algo que possa ser revendido, isto é, convertido novamente em dinheiro no futuro, é considerado investimento.


Tudo que ganha valor no tempo é um investimento, desde que você tenha condições de usufruir dos resultados obtidos com o aumento de valor. Na linguagem usada por especialistas, um investimento precisa ter liquidez, ou seja, a transformação dele em dinheiro deve ser viável quando você precisar. Não considero a casa própria, por exemplo, um investimento. Por mais que ela tenha potencial de valorização, dificilmente você aceitará, no futuro, vender sua casa supervalorizada e mudar-se para uma moradia econômica, visando viver dos rendimentos da diferença poupada. É mais provável que você ofereça a casa como entrada em uma moradia mais cara ainda. Casa própria, portanto, é consumo. Investir vai bem além de comprar bens que valorizam.


Uma das primeiras regras que você deve aprender sobre investimentos é que investir é multiplicar, transformar 1 em 2. Investir não é somente guardar parte da renda ou aplicar na caderneta de poupança. Investir é também comprar barato e vender caro. Alguns optam por se especializar na compra e venda de imóveis. Procuram pechinchas e as vendem, algum tempo depois, pelo real valor de mercado. Quem já procurou imóveis em uma imobiliária deparou com a pergunta: “O que o senhor (ou a senhora) procura é para morar ou para investir?” O corretor imobiliário sabe que aqueles que querem um imóvel para morar darão valor a aspectos que nem sempre se refletem no valor de mercado, como a beleza do jardim, a ventilação da casa, a vista da janela, a facilidade de uma padaria próxima. Por valorizar tais aspectos, muitas vezes estarão dispostos a pagar preços que incluem as qualidades detectadas pelo proprietário original.


Quando se está procurando um imóvel para investir, na percepção dos corretores, o objetivo é qualquer imóvel que valha menos que um “para morar” valeria – o ideal é que valha muito menos – e não seja difícil revender no futuro. Tais qualidades não são fáceis de conseguir, exigem um trabalho de garimpagem. Em geral, dependem de um proprietário realmente interessado em se desfazer do imóvel, como acontece em casos de herança, viagem súbita para o exterior, separações conjugais e problemas financeiros. É assim que se ganha dinheiro no mercado imobiliário. Os “que investem”, com capital e tempo para esperar uma oportunidade, compram imóveis dos “desesperados para vender”, e então esperam a oportunidade de encontrar um “que quer morar”, que lhes pagará preço maior. Para conseguir esse preço maior, o corretor, muitas vezes, usa todas as técnicas de vendas que ele aprendeu em incontáveis cursos e seminários de vendas. Assim, aquele que quiser investir no mercado imobiliário não dependerá apenas de sua decisão. É preciso conhecer imóveis, conhecer as imobiliárias, preferencialmente ter alguns corretores de confiança, visitar as imobiliárias com freqüência, manter o foco em um mercado específico (ninguém consegue estar informado sobre todos os tipos de imóvel de todas as regiões de uma grande cidade) e constantemente atualizar informações e conhecimentos. Em outras palavras, será preciso ser um profundo conhecedor do assunto se não quiser perder dinheiro em seus investimentos.

Autor: Gustavo Cerbasi